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Detecção, inteligência e engano defensivo

Honeypots e deception

Conceitos, taxonomia, posicionamento seguro, CERT.br, métricas e integração com resposta a incidentes.

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00 · Método

Como usar este guia

O conteúdo foi revisado em setembro de 2026 com foco operacional. Procedimentos sensíveis devem ser testados primeiro em laboratório, com backup, acesso de recuperação e rollback documentado. Exemplos usam placeholders e não devem receber credenciais reais.

Segurança por desenho

Não exponha interfaces administrativas, chaves, dumps, amostras de malware ou logs sensíveis no portal público. Em produção, aplique segmentação, privilégio mínimo e retenção definida.

01 · Fundamentos e finalidade

Fundamentos e finalidade

Um honeypot é um ativo deliberadamente instrumentado para receber interação não esperada e transformar essa interação em evidência. Ele complementa controles preventivos; não substitui firewall, IDS/IPS, EDR, autenticação forte ou gestão de vulnerabilidades.

02 · Baixa, média e alta interação

Baixa, média e alta interação

Baixa interação emula serviços e reduz risco; média interação oferece comportamento mais rico sem entregar um sistema operacional real; alta interação expõe sistemas reais e exige contenção rigorosa. O nível deve ser escolhido pela pergunta de pesquisa e pelo risco aceitável.

03 · Posicionamento e contenção

Posicionamento e contenção

Use segmento dedicado, regras de egress deny-by-default, administração fora da Internet, sincronização NTP, coleta remota de logs e snapshots. Nunca permita que o sensor se torne pivô para atacar terceiros.

04 · Brasil e CERT.br

Brasil e CERT.br

O Projeto Honeypots Distribuídos do CERT.br usa sensores de baixa interação para aumentar detecção, correlação e análise de tendências no espaço Internet brasileiro. Esse contexto é especialmente relevante para ISPs e NOCs nacionais.

05 · Métricas úteis

Métricas úteis

Sessões por origem/ASN, usuários e senhas tentados, comandos, URLs, hashes de arquivos, tempo de permanência, distribuição temporal e mudanças de TTP são métricas úteis. Geolocalização é contexto, não prova de autoria.

06 · Integração SOC/SIEM

Integração SOC/SIEM

Normalize eventos, preserve timestamps e identificadores de sessão, enriqueça com ASN/reputação e correlacione com firewall/IDS. Arquivos capturados devem ser tratados como potencialmente maliciosos e nunca executados no host de análise comum.

90 · Validação

Checklist antes de considerar concluído

  1. Versão e documentação do componente foram confirmadas.
  2. Fluxos de rede e privilégios necessários estão explicitamente definidos.
  3. Configuração foi validada antes de reload/restart quando houver comando de teste.
  4. Logs e métricas confirmam o comportamento esperado.
  5. Falha controlada e recuperação foram testadas em ambiente seguro.
  6. Backup, rollback e acesso de emergência são verificáveis.
99 · Referências

Fontes primárias e técnicas